terça-feira, 13 de setembro de 2011

Panorama da fotografia profissional


Do blog Tudo de Fotografia

A maneira como o fotógrafo está atuando e de como ele lida com o mercado ou negocia seu trabalho está em pauta. E digo isso não só pelos comentários que faço aqui neste espaço. O momento não é dos mais promissores e críticas não faltam. 

O panorama (e uma possível evolução) do fotógrafo profissional foi abordado em um post do Peta Pixel (Adjusting to the Changing Landscape of Professional Photography), no comentário do fotógrafo Michael Freeman ¹. – em inglês. 

Freeman diz que as coisas não estão fáceis para o fotógrafo profissional, mas que podem ser rebatidas pelo alto consumo de imagens. E que os fotógrafos precisam pensar em questões como marketing e a possibilidade de atuação em um nicho específico. 

Quantidade versus qualidade 
Ainda no Peta Pixel, outro post sobre o mercado e que se correlaciona com o que está sendo abordado. No meu entendimento, o post intitulado de (Quantity Over Quality: Photojournalism Going the Microstock Way?) – algo como quantidade sobre qualidade e tal, contrapõe pertinentemente o argumento de Freeman.

A propagação dos bancos de imagens (stocks) e a possibilidade de qualquer pessoa poder vender (barato) desvaloriza o propósito do banco de imagens. De tal forma que vem afetando o mercado fotojornalístico. E quem faz uma crítica é Paul Mecher ²: 
“Esqueça a agência de fotografia como um agente com fotojornalistas talentosos. A chave agora é ter um monte de colaboradores em todo o mundo e esperança de que um estará no lugar certo na hora certa. Com fotógrafos em todos os lugares, as chances de ter a imagem certa no momento certo irão aumentar, como a compra de um lote de bilhetes de loteria.”
“No tempo do filme, o custo, transporte, processamento era muito custoso. Agora, você pode receber e armazenar milhões de imagens por um dólar ou dois.” 
“O modelo é rentável para uma agência de fotografia, e devastador para fotojornalismo e fotógrafos.” 
Avaliação do mercado e novas possibilidades 
Se você visitar o site da National Press Photographers Association (NPPA), vai ver/ler (a publicação é de agosto) sobre um workshop denominado “Blitz de negócios”, que tem como objetivo orientar fotógrafos a identificar situações de risco e a construção de bons negócios ³. 

Obviamente, pelo que li, trata-se de algo bem amplo e não diz respeito somente aos fotógrafos de imprensa. Entretanto, correlaciona-se muito bem e vale como uma boa ideia. Afinal, para quem atua como freelancer a negociação faz parte da pauta. 

Considerações
Realmente, a profissão anda em situação que precisa ser analisada e avaliada. Apesar do grande consumo de imagens e de um “boom” da fotografia em geral, no sentido do produto, as fotos não estão com grandes cotações. 

Aproximando a situação, fotógrafos (dos mais e menos requisitados) dizem sentir todo o mover e os efeitos colaterais das mudanças. Ou seja, a era digital veio recheada de benefícios, mas também de problemáticas. Despercebidas diante das possibilidade e das grandes soluções. Contudo, começa a ser observados e passou da hora de ser avaliada, estudada e começar a buscar mudanças.




Fontes
1 - Peta Pixel
2 - Melcher System
3 - NPPA

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Paraná Clube 0 x 1 Americana





 Fotos: Franklin de Freitas/Jornal do Estado

sábado, 10 de setembro de 2011

Um bar, fotógrafos e muitas ideias

Do blogue Tudo de Fotografia


André Luís Rodrigues
Encontro foi realizado na noite de sexta-feira (9) no bar Picanha Brava, em Curitiba. Foto: Marco Lima.

Alguns chistosos repórteres fotográficos de Curitiba tomaram uma boa iniciativa ontem (9). No melhor estilo saudosista, dos tempos em que jornalistas se reuniam num bar para uma boa conversa cheia de opiniões e divergências, a galera da foto sentou-se à mesa e debateu sobre os problemas na profissão. Bate-papo regado a chope e porção de picanha e aipim (sem bebida não seria reunião de jornalistas), mas que resultou em esclarecimentos importantes e a data de um novo encontro. 

Sem caráter oficial, porém com debates pungentes e pertinentes, fotógrafos profissionais, soltaram o verbo e a conversa foi acalorada. Enquanto o chopinho refrescava os ânimos, o pessoal resgatou, dividiu experiências e foi relatando problemas que a categoria (e cada um) vem enfrentando. Entre eles a situação da (pouca) representatividade através da Arfoc-PR, desvalorização no mercado, situação dos fotógrafos enquanto trabalham na cobertura do jogos de futebol, direitos autorais que não são respeitados, invasão no mercado por profissionais sem capacitação, relação com agências de fotos e noticiais e assessorias, falta de visibilidade, falta de um calendário de eventos para os fotojornalistas com exposições, workshops, cursos, entre outros.

Boa parte da conversa ficou focada em discutir as atribuições da Arfoc-PR – que no entendimento do pessoal anda meio apagada. A frase “precisamos de mudanças” foi ecoada várias vezes, principalmente no que diz respeito ao modus operandi do exercício da profissão. Diante disso e de outros fatos, corre burburinhos em defesa da realização de uma eleição. Argumentos foram postos à mesa e debatidos. O repórter fotográficoValquir Aureliano (Kiu) encabeça o movimento com uma lista de pautas, reivindicações e está disposto a concorrer numa futura eleição. 

Do outro lado da mesa, João Noronha (Brazil Press), e que consta como primeiro secretário da Arfoc-PR, apresentou argumentos em prol da associação, resgatou fatos da história e iniciativas que ele tomou em favor de melhorar a situação dos fotógrafos e da respectiva entidade.

O fato é que muita coisa não convenceu o pessoal. A explicação de Noronha, ao fato de não “possuir carteira da Arfoc”, por ser da diretoria, soou estranho e arranha a legitimidade da questão. Contudo, a pauta é mais abrangente e põe no cerne das observações detalhes mais “profundos” como a situação da entidade (financeira e política), número de associados, prestação de contas, estatutos, e assim segue a lista. Novamente, é preciso reafirmar: o encontro não teve a pretensão de legitimidade, até mesmo porque a parte discutida, no caso Arfoc-PR e seu dirigente, não estava presente. O caráter era mesmo de opinar de forma plural (afinal, opinar todo mundo pode e deve) e propor ideias para mudanças. 

Nova reunião 
Quem sabe, ou como em certa hora da conversa apontou Noronha, os associados (repórteres e cinegras) tenham real interesse e outra reunião poderá acontecer na sede da Arfoc-PR. Com mais quórum e com abertura para questionar os assuntos que são da alçada da associação e do interesse de quem é associado. Obviamente com a participação dos repórteres fotográficos. 

Diferentes pontos de vista 
O que deu para sentir nessa pequena “confraternização’ é que cada um tem uma maneira de avaliar a que pé está a profissão. Há quem considere um problema de direção e de base, outros que é um problema de mercado e há, ainda, quem considere um problema altamente crônico, mais visceral e cancerígeno e que precisa ser visto em várias instâncias (deontológico, ético, mercadológico, etc.) – eu por exemplo, pois acredito que não é um prédio ou pessoa que constrói as dinâmicas e relações sociais da profissão e sim a própria categoria.
“Sobre ontem, acho que muitas idéias foram apresentadas, mas não houve nenhuma definição de um plano de ação, além disso, houve muito foco no futebol e quase nada foi falado sobre as outras áreas do fotojornalismo”, opina o jornalista e fotógrafo Marcos Xreda. 

O fotógrafo freelancer Marco Lima, tem uma opinião contundente acerca do que foi debatido. “Acredito que não cabe discutir o que foi feito e sim o que vai ser feito para melhorar”, diz. Para Lima é preciso rever a concepção e modelo da profissão para depois entrar num debate propriamente dito sobre o papel da Arfoc. Justamente porque é preciso ver a que ponto a construção de “feudos” e “panelinhas” vem prejudicando a profissão.
“Devemos saber o que está acontecendo no mundo em termos de novas mídias e o rumo que fotojornalistas estão tomando e revendo o papel da profissão no novo contexto multimídia, globalizado e de cooperativas de fotojornalistas. Nossa profissão está muito além da linha de corner dos jogos de futebol.” 

O fotógrafo freelancer e editor da Terra Livre Press, Joka Madruga destaca a importância desse tipo de encontro.
“Mostra que existe uma insatisfação na representatividade da categoria. A Arfoc não pode ser apenas uma emissora de carteirinhas, precisa ser atuante no dia a dia dos repórteres fotográficos e cinematográficos do Paraná. Agora é definir urgentemente a data para uma conversa com a atual direção e uma assembléia geral”, opina. 

Mover das águas 
Certo é que houve uma iniciativa e pelo menos aconteceu um encontro entre colegas para por em pauta o fotojornalismo aqui da terra das araucárias. Não foi por menos que o fotógrafo Franklin brincou que estávamos diante de um fato “nunca na história desse fotojornalismo curitibano”.  

Iniciativa valorosa, que pode e deve crescer. Independente das pretensões eleitoreiras ou mesmo de diferenças pessoais, vale promover mais encontros e mais discussão. As críticas devem ser feitas, elaboradas, fundamentadas e abertas à refutação, confronto e contraposição, para o crescimento (resgate) da profissão. Quem sabe, a partir disso, comece os milagres!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Reunião Repórteres Fotográficos e Cinematográficos


O dia 02 de setembro foi o dia do Repórter Fotográfico.
E você que é Repórter Fotográfico e cinematográfico em Curitiba e região, venha comemorar conosco na próxima sexta feira, a partir das 19h30, no Bar Picanha Brava, que fica na Av. Iguaçu, 3108 - Água Verde, (41) 3244-1919.
No momento vamos conversar também sobre os rumos da ARFOC/PR.
Participe!

Contato com Kiu/Valquir Aureliano:
Fone: 8457-2855

OBS: Participação por adesão, ou seja, cada um paga o seu consumo....apareça!!! Não reclame de braços cruzados...daqui a pouco está na hora de começarmos a confirmar a carteira para o ano 2012.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

98 Fm

Esse é o repórter da rádio 98 Fm Lucas Rocha, na vitória do Coritiba ontem no Couto Pereira.


Fotos: Franklin de Freitas/Jornal do Estado

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O Repórter Fotográfico


Por Zé Beto

A maioria fala pouco, ou melhor, o mínimo necessário. Não precisam de palavras. Não precisam do treino para escrever. São privilegiados pelo dom de olhar, clicar no momento exato e aquela imagem será mais que o principal na reportagem impressa no papel ou na tela. Ela vai traduzir dentro da alma de quem está vendo o que as centenas de palavras da moldura vão se esforçar para explicar. Talvez por isso há uma guerra surda entre o repórter e o fotógrafo. Talvez por isso o da imagem seja chamado de repórter fotográfico, e aí ele já sai ganhando. Há o respeito, sim. Porque um não vive sem o outro. É uma relação de amor não declarado - e nessa, o apaixonado é o da imagem, porque nem ele sabe explicar a razão de a fotografia bater na hora, no fundo do coração e o levar a fazer o clique mais que mágico. Esta paixão nos revelou mestres que saíram das oficinais dos jornais, das boléias dos carros de reportagem, ou tirou das pretinhas repórteres promissores que se encantaram com o de mais simples, difícil e direto. Eles têm o olhar radar de emoções, de linhas, de luzes, sombras, cores, vida, enfim. Que inveja boa! Ainda mais vinda de um cabra que entrou nesse mundo por causa dela, a fotografia de reportagem, e acabou para sempre nas letrinhas, mas nunca deixando de declarar que o amor primeiro está ali. E por essas linhas tortas e maravilhosas conviveu e convive com os grandes talentos, aqueles que, provavelmente, são grandes porque frequentadores da escola da vida, seja ela no andar de baixo, do meio ou de cima. Citar todos que me tornaram um pouco mais repórter, um pouco mais experiente, um pouco mais gente, e ainda o fazem, na figura dos mais jovens, os talentos que pipocam por aqui, seria impossível porque por menor que tenha sido a parceria na busca da notícia perdida, expressão das boas, porque é assim mesmo, seria cometer injustiça com os não citados. Depóis de trinta anos de estrada a gente olha para tras, edita e chega à conclusão de que, obrigado Deus!, tivemos muita sorte de estar ao lado nomes consagrados no fotojornalismo brasileiro e aqueles que nem pessoalmente conhecemos, mas recebemos as imagens para a publicação no modesto espaço do blog e nos emocionamos quando elas tomam conta da tela do computador. Um clichê sempre é bem vindo nestas datas queridas. Pois vai lá: todo dia é dia do repórter fotográfico. Eles sabem disso, daí a companheira, agora digital, sempre à mão, sempre atenta ao coração. O que nós, o público leitor, eu diria que "vedor" tem que fazer é apenas reverenciar e agradecer o que eles nos oferecem, resultado de paixão, de dedicação, de vida dedicada ao que se gosta

Dia do Repórter Fotográfico

Franklin

Hoje é dia do repórter fotográfico, o jornalista que registra momentos marcantes nos exatos momentos que acontecem. Uma imagem vale mais que mil palavras?  Digo que uma excelente imagem vale tanto quanto um bom texto escrito e uma diagramação agradável. As pautas podem ser de fatos políticos, esportivos, sociais, históricos, culturais, natureza, dentre outros, eternizando dor, sofrimento, esperança, alegria etc.

Parabéns Repórter Fotográfico que de alguma forma sempre tenta mudar algo que não está certo...




quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Fotógrafo australiano registra rastro de estrelas no céu


DA BBC BRASIL
O australiano Lincoln Harrison fotografou o rastro que as estrelas deixam no céu durante a rotação da Terra.
Cada imagem precisou de um período de 13 a 15 horas de exposição para ser capturada.






Ele acampou nas margens do lago Eppalock, no Estado de Victoria, no sudoeste da Austrália, para fotografar.
Harrison, 36, diz que frequentemente permanece desde o pôr do sol até o amanhecer em um mesmo lugar para conseguir uma foto.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Série meu Porfólio

Texto - Blog do Zé Beto em 07 de maio de 2008

Um tiro de escopeta. A morte de um assaltante. Um vigilante ferido. O outro bandido em fuga. O pânico entre crianças e familiares no Hospital Pequeno Príncipe. Hoje, às 10h30. Dia de céu azul e sol explodindo. Assim como a violência. Mais uma vez. FRANKLIN DE FREITAS, do Jornal do Estado, é um menino que fotografa feito gente grande. Chegou lá meia hora depois. Viu o rombo no corpo do bandido. Foi para o outro lado da porta e registrou a imagem definitiva. Que, por ser arte, faz refletir. E muito! Sobre o que somos. Sobre o que fazemos. Sobre o mundo moderno. Sobre a banalização dos atos bárbaros. Sobre a negação da espiritualidade. Sobre a vida. Sobre a morte.

Foto: Franklin de  Freitas/Jornal do Estado

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Eu quero um desses pra brincar


Fonte: Blogue Tudo de  Fotografia

Matthews e Willian Burrard-Lucas adaptaram uma Canon num carro de controle remoto. O objetivo é fotografar (e filmar) animais selvagens na África. O vídeo mostra a “câmera-car” em ação e o resultado de alguns cliques na natureza. Bem legal!!!!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Repórter Fotográfico chuta bola em jogo e é expulso pelo árbitro

Profissional da imprensa tenta devolver a bola para o goleiro Marcos, do Palmeiras, mas a partida estava em andamento. Verdão venceu o Galo, pela 28ª rodada do Brasileirão Série B em 2010.


Série meu portfólio

Foto: Franklin de Freitas/Jornal do Estado

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

PARA NUNCA ESQUECER



Do Blog do Zé Beto


22 ago 2011 - 16:31
Henri Cartier-Bresson nasceu no dia 22/08/1908
Fez a foto sem ver. Sentiu. Sentia todas. Vendo ou não. Clicava. O instante mágico. Leica. 35 mm. O mais próximo da visão. Da alma. Pintor. Na tela. Na película. A vida como ela é. E só vemos depois que ele nos mostra. A lição pouco assimilada. O equipamento é o que possibilita. Não o que faz. Quem faz somos nós. Todos. Fotografou sem fotografar. Para ele. Quantas dessas fizemos na vida. Fotografou fotografando. As pessoas. Em todo o mundo. Para tentar entender. O ser humano. Esse incomprensível. E nos apresentar. De uma forma simples e absurda. Mesmo sem ver. Mas a enxergar. Obrigado.

domingo, 21 de agosto de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Curso de fotografia exploratória com Izan Petterle



Izan Petterle ministrará um workshop pelo Centro de Fotografia da ESPM-Sul. O curso Fotografia Editorial Exploratória vai equilibrar teoria e prática, segundo informações publicadas no blog do fotógrafo.

Ainda segundo os dados, o curso terá duração de 12 dias corridos, é dividio em três etapas: a primeira delas é na sede da ESPM-Sul, em Porto Alegre, onde haverá duas aulas teóricas sobre os desafios da fotografia exploratória, nos dias 12 e 13 de setembro; na segunda etapa, o grupo será encaminhado pelas belas paisagens do interior gaúcho em uma expedição de cinco dias, com o objetivo de registrar Alegrete, a capital dos Farrapos; na terceira e última etapa os participantes do curso retornam aos estúdios da ESPM-Sul, em Porto Alegre, para edição, finalização, apresentação e análise de todo material registrado, nos dias 22 e 23 de setembro.


As viagens entre Porto Alegre e Alegrete (ida no dia 14 e retorno no dia 21 de setembro) e os deslocamentos na cidade e arredores serão feitos com uma van fornecida pela ESPM, que providenciará também hospedagem em quartos individuais para cada aluno em um hotel da cidade durante os cinco dias da expedição. Todos os custos de transporte e hospedagem estão incluídos no preço do curso. Fica por conta do aluno o pagamento das despesas de alimentação e outras atividades não relacionadas ao curso.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Anderson Tozato

Foto: Valquir Aureliano/Jornal do Estado

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

sábado, 13 de agosto de 2011

OFICINA DE FOTOJORNALISMO COM DANIEL CARON



VOLTAR PARA OFICINA

Oficina de Fotojornalismo com Daniel Caron
17 de agosto – Quarta-feira
horário: 13h30 as 17h30
Ingresso: 20,00
Local: Aldeia Coworking – Marechal Deodoro, 262.
inscreva-se AQUI
Conteúdo
A oficina tem como objetivo tratar das peculiaridades do exercício da profissão de fotojornalismo para jornal diário. Apresentação do equipamento mais usado no mercado, a rotina profissional da pauta ao jornal e os desafios da cobertura dos acontecimentos em editorias tão distintas como esporte, polícia, economia e cidades. Apresentação de fotos e debate acerca de linguagem e semântica visual na construção da imagem jornalística.
Roteiro
Apresentação do fotografo ministrante do curso. Como é o equipamento utilizado pelos principais jornais e quais suas peculiaridades. A rotina diária, da pauta à edição do próprio material, as escolhas do editor. síndrome da versatilidade, as diferenças entre editorias: como é o trabalho em economia, política, cidades, esporte e policia. O repórter fotográfico e a linguagem visual, as imagens e suas construções semânticas.
Bio
Daniel Caron nasceu em Curitiba em 1979. Formado em jornalismo pela Universidade Federal em 2004, atuou como repórter fotográfico em jornais menores até ingressar para o quadro fotojornalistas dos jornais Tribuna do Paraná e O Estado do Paraná em 2009. No ano passado teve uma foto premiada em 3o lugar no Prêmio Sangue Bom do Sindicato dos Jornalistas do Paraná. Também ganhou 1o lugar nos concursos fotográficos Engenharia do Brasil do IEP e 50 Anos do Mercado Municipal da Prefeitura de Curitiba.
mais informacões:
semanadafoto@gmail.com

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Série meu portfólio

O blog Fotojornalismo Curitiba recebeu o portfólio do repórter fotográfico Denis Ferreira Netto. Com certeza um dos melhores portfólios apreciados até hoje...

Foto 1
Foto: Denis Ferreira Netto

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Frio

O frio na cobertura dos jogos tem sido intenso...Na foto o repórter Heuler Andrey...

Foto: Franklin de Freitas/Jornal do Estado

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Fotojornalismo de araque


por André Luís Rodrigues

Atire a primeira câmera o fotógrafo (no caso fotojornalista) que nunca montou ou aproveitou a montagem de uma situação. E justamente nesse sentido surge uma questão: até que ponto o fotojornalista pode ou deve interagir com a situação a ser fotografada. Assunto interessante, pois coloca em questão a ética e a postura profissional. Veja alguns exemplos e a opinião de alguns profissionais sobre o tema.

Em fotojornalismo tende-se a acreditar na verossimilhança e o relato do real. A fotografia, em seu conceito, está extremamente atrelada a isso. No entanto, teóricos debatem o tema, pois é corroborado com os inúmeros casos de manipulação fotográfica (e da informação), direcionamentos, encenação, entre outros.

Como o tema é encenação e montagem de fotos, podemos referir-se a duas imagens que (atualmente) ganharam destaque por serem tidas como encenadas. “O Beijo”, de Robert Doisneau; e a “Morte de um miliciano”, de Robert Capa. No caso de Doisneau, ainda passa, ele praticamente foi um fotógrafo de publicidade, diferentemente dos fotógrafos de guerra que ficam tão à mercê quantos aos corpos no front. Justamente por isso, na foto de Capa a coisa é mais complica. Ícone da fotografia de guerra registrou o exato momento em que um soldado é abatido.

Há mais exemplos, como a emblemática foto de Joe Rosenthal, no monte Iwo Jima, na qual militares estendem a bandeira americana – a batalha também foi retratada recentemente no cinema, inclusive com foco na encenação do hasteamento da bandeira.

Caso particular – cobertura de passeatas, manifestações e atos
Por questão ilustrativa, vamos aproximar a questão e exemplos. Para estudo de caso, cito uma situação específica. No dia-a-dia, o fotojornalista se depara com trivialidades. Repetições e repetições de fatos. A mesma cena, a mesma fonte, a mesma retórica. Em passeatas e manifestações (que tenho certo gosto de cobrir), observo fotógrafos incitando e, às vezes, inclusive direcionando a montagem de uma foto. É comum ver e ouvir pedidos aos manifestantes para gritarem, se aglomerarem para reforçar a quantidade de pessoas, moverem as bandeiras e faixas, entre outros ardis fotográficos, dignos de fotógrafos que trabalham em eventos sociais.
Movimento MST promove ato em 2006. Inserido, porém despercebido. Acompanhar a movimentação com certa "distância" é alternativa
Até que ponto isso é lícito e aceitável? Quem monta, participa, incita ou encena um fato, mesmo que sutil, está sendo desonesto com o leitor/apreciador da imagem? Pode ser considerada falta de ética profissional? Afinal, passar a informação de forma clara, real (no que a palavra permite) e objetiva, é a proposta inalienável do fotojornalimo.

E a tal “direção” na hora de fotografar vem ganhando força. O fotojornalismo tipo foto posadinha de revista firmou-se no jornal. Fotos posadas, ajustadas, dirigidas, estampam os mais variados gêneros do fotojornalismo e editorias nos jornais – do hard news à geral, do cotidiano ao esporte ao a geral. Cadernos especiais e reportagens compartamentais são mestres na fotografia representativa.
Em Curitiba, manifestação dos guardas municipais. O recurso da objetiva facilita estar presente e registrar os fatos sem interferir
A proximidade e o ato fotográfico em si, que já possibilita a pose, não são obstáculos para uma foto natural
Sarcasticamente falando, seria interessante ver um fotojornalista, numa cobertura de confronto qualquer e no melhor fotojornalismo de araque, pedir: “atire a bomba novamente pra eu fotografar”, ou “dê mais tiros, por favor”, “empilhe mais mortos aqui para realçar a foto”. Surreal!

Artimanhas
Lendas de ardis fotográficos por tempos fizeram parte da cobertura fotográfica. Em fotojornalismo policial, a produção ganhava ares dramáticos. Fotógrafos, em busca da melhor foto para estampar a capa, carregavam suas lanternas, e há quem diga que bonecas, chupetas, dentaduras e afins, também faziam parte do arsenal. Tudo isso para maquiar a cena.

Pose ou encenação
Típica foto posada. Isso é direção e/ou encenação?
Contudo, é preciso salientar a diferença entre encenação e pose. A pose e o retrato fazem parte da linguagem fotográfica e do fotojornalismo respectivamente. Também chamada por figuração é parte do processo de conotação fotográfica. A pose (bem utilizada e em seu contexto) auxilia a representação numa notícia, principalmente as comportamentais.

Uma coisa é publicar uma foto posada, em que a pauta é entrevistar um escritor, uma banda, profissionais e demais agentes, para um reportagem específica. Outra é, num fato/notícia (no caso um acontecimento), pedir para as pessoas posarem na tentativa de reforçar/exaltar uma informação. Contudo, a prática é aceita como possibilidade de representar os personagens que fazem parte do ato - não que isso seja bom.

Opinião profissional
O fotojornalista, atuante em São Paulo e editor do site 28mm, Henrique Manreza, tem uma opinião bem pertinente. “Como fotojornalista eu não tenho o direito de interagir com o fato, inflamar, ou seja lá o quê, para transformar a foto mais interessante”, destaca. “No fotojornalismo o leitor espera ver a realidade, ou a sua visão daquela realidade, e não que você interfira para ela acontecer.

Paulo Pimenta, fotojornalista que atua na linha de frente do jornal Público PT e edita o blogue Fotopress, em Portugal, destaca que a atitude, principalmente de incitar o público numa manifestação, é prática de “mau jornalismo”. E que se trata de uma questão de ética e deontologia. “Tenho que ter a consciência que ao ir para uma manifestação o meu trabalho é não interferir, alterar, criar algum momento que não seja aquele que lá está a passar-se. Eu não posso pôr as pessoas abanar as bandeirinhas, a gritar, a chorar, para eu tirar a fotografia. Eu tenho que estar o mais ausente/presente possível dos acontecimentos”, opina. “Esse é o meu objetivo tentar dar o máximo de informação sem interferir, é nisto que eu luto e acredito.”

Credibilidade
Encenar, direcionar, instigar ou simplesmente por “pilha” num ato põe em xeque a credibilidade do fotojornalismo. Quem defende isso é o fotógrafo e diretor de defesa corporativa do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR), Pedro Serápio.

Profissional gabaritado, com imensa bagagem em todos os contextos da fotografia – desde a pauta mais simples a eventos internacionais, Pedro diz que, no caso do profissional de imagem, a atitude deve ser uma só: a de ser observador e link do acontecimento até o conhecimento da sociedade; simplesmente. “O profissional não deve interferir em nada que possa alterar o curso da história”, reforça. Segundo Pedro, o que passar disso é defesa de interesse do veículo de comunicação e falta de ética mesmo.

Ética e deontologia no Fotojornalismo
Como afirma o teórico Jorge Pedro Sousa, as imagens em certas ocasiões tendem a ter mais força que palavras e consequentemente deveria ser enfatizado o debate sobre ética e deontologia no campo do fotojornalismo.

Falar de ética, como diz Sousa, implica em falar (e analisar) diversas perspectivas. Não somente na discussão da ética na imagem – principalmente no respeito ao fotografado, mas na postura mesmo.

Realmente, ‘perspectivas’ não faltarão. Pode-se dizer que teríamos pormenores não somente ao recurso das encenações, mas também relativas à profissão em si e suas organização como categoria. Afinal, fotojornalista dessa era multimídia, trabalha sobre pressão, cumpre várias pautas e tarefas no mesmo dia e é refém do horário e do sistema jornalístico em si. Contudo, esses elementos não sustentam o pecado de não ser profissional, pois câmera e ‘fotógrafos’ existem aos milhares. Agora, profissional; no sentido de viver disso e ter comprometimento com o jornalismo, isso não é para todos. Pelo menos para quem deseja fazer jornalismo de verdade e sem truques ou gritos de "levanta a cabeça pra eu fotografar"...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Equipe de jornalismo da CGN sofre acidente de trânsito

Fonte: ParanáOnline

A equipe de jornalismo da Central Gazeta de Notícias (CGN) sofreu acidente de trânsito, por volta das 22h30 de ontem, no cruzamento das Rua Sete de Abril e Avenida Senador Souza Naves, no Alto da XV.

O Gol onde estavam o cinegrafista Elbio Tavares, 48 anos, que dirigia o veículo, a repórter Fernanda Deslandes, 25, e o editor Marcos Sach, 28, colidiu com um Hyundai conduzido pelo chefe de cozinha, Diogo Prado, 23, que não se feriu.

O Gol ia pela Sete de Abril e colidiu com o Hyundai que descia a Souza Naves. Com o choque, Marcos que estava no banco de trás foi ejetado do carro e encaminhado em estado grave pelo Siate ao Hospital Cajuru. Os outros dois ocupantes do carro também foram levados ao mesmo hospital sem risco de morte.




Fotos: Fábio Alexandre

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Exposições fotográficas em Curitiba - agosto

Curitibaninhos
Fotografia de Eve Saad
Local: Biblioteca Pública do Paraná
Horário: 8h30 às 18h30 (2ª a 6ª feira) Sábado até as 13 horas.
Entrada franca
De 1º a 20 de agosto

O futebol feminino no mundo
Fotografia da agência “Pa Picture alliance”
Local: Goethe-Institute Curitiba
Horário: da escola
Entrada franca
De 2 a 31 de agosto

O negro no Paraná: do cativeiro à cidadania
Quadros e fotografias
Local: Museu Paranaense
Horário: 8h30 às 12 horas e das 13 às 18 horas – 2ª a 6ª feira
Entrada franca
De 2 a 31 de agosto

Direitos Humanos – imagens do Brasil
Fotografias
Local: Casa Andrade Muricy
Horário: da escola
Entrada franca
Até 6 de agosto

Ou onde Habitam as imagens
Fotografias de Roberto Pitella
Local: Museu de Arte Contemporânea
Horário: 9 às 12 e 13 às 18 horas (3ª a 6ª feira), 9 às 14 horas (sábado e domingo)
Entrada franca
De 10 a 23 de outubro

Experiência de Vida
Imagens de 44 brasileiros que estão em mais de 60 países onde a organização internacional médico-humanitária “Médicos Sem Fronteira” atua
Local: Palladium Shopping Center
Horário: 15 às 21 horas (3ª a 5ª feira) e 12 às 21 horas (sábado e domingo)
Entrada franca
Até 13 de agosto

Paris La nuit
Fotografias de Brassaï
Local: MON
Horário: 10 às 18 horas (3ª feira a domingo)
Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (estudantes)/ Gratuito para crianças até 12 anos e acima de 60 anos e grupos de escolas públcias
Até 22 de agosto

Clics em Curitiba
Fotografias de Jack Pires e poemas de Paulo Leminski
Local: Museu da Imagem e do Som
Horário: 19 horas (dia 24), 10 às 19 horas (3ª e 6ª feira) e 10 às 16 (sábado e domingo)
Entrada franca
De 24 de agosto a 15 de setembro

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Vida de fotógrafo é o tema do Profissão Repórter


Nesta terça-feira, dia 2, Caco Barcellos e sua equipe mostram os bastidores de diferentes fotógrafos brasileiros. No Rio de Janeiro, a repórter Eliane Scardovelli acompanhou, por uma semana, a vida dos paparazzi, que têm diversas estratégias para conseguir um “furo fotográfico”. Neste mercado, as fotos de novos casais e separações são o grande desafio. Nas praias do Leblon e da Barra da Tijuca, estes fotógrafos contam com a ajuda de mais de dez informantes, que passam as dicas de onde estão as celebridades.

Para mostrar um outro lado desta profissão, o programa viajou com o fotógrafo Araquém Alcântara, que tem mais de 35 anos de carreira. Na Amazônia, a repórter Paula Akemi ficou dez dias com o jornalista que está no estado para fotografar um projeto em parceria com o chef Alex Atala. As lentes do profissional retratam os detalhes das comunidades ribeirinhas e os momentos da pesca do Pirarucu, um dos maiores peixes de água doce fluviais.

No programa, Valéria Almeida acompanha o trabalho dos fotojornalistas, que precisam retratar diariamente o Rio de Janeiro. Na reportagem, ainda será contada a história de Quevedo, engenheiro de formação que se rendeu à paixão da fotografia depois de voltar de uma viagem da África.

O ‘Profissão Repórter’ vai ao ar logo após ‘O Astro’.