"Cada um atira com o que tem"
Foto: Robertson Luz
Era para ser festa. Não foi. Mais de 32 mil torcedores lotaram o estádio Couto Pereira e fizeram uma calorosa recepção ao time do Coritiba. O Fluminense atrasou a entrada em campo. O hino nacional foi tocado sem o time do Flu. Lamentável. A equipe de Ney Franco começou a partida a 1000 por hora. Não adiantou. Tomou o primeiro gol e se abateu. O zagueiro Pereira empatou ainda no primeiro tempo. No segundo, começou o desespero. Ariel que nada fez em campo foi substituído por Rômulo que não parecia ter entrado. Nos 35 minutos finais os jogadores do Flu foram inteligentes e seguraram o jogo. Nos 40 as cenas de choro por parte dos torcedores já podiam ser observadas e fotografadas. Aos 45 então, sem comentários. Os olhares de desânimo e lágrimas já tomavam conta do estádio. O árbitro apitou o final do jogo e a selvageria começou.
A torcida invadiu o campo com ferros, pedaços de placas, bancos e mais um monte de coisas. A tensão, adrenalina, medo e sei lá mais o que, tomaram conta de mim e de todos que estavam no gramado. Olhava para um lado torcedores vindo em minha direção com o que já citei acima. Foi guerra. A Polícia Militar tentava conter algumas pessoas que estavam tentando agredir o árbitro e assistentes. Outras pessoas foram para cima da equipe do Fluminense. Outras, para cima de jogadores do Coritiba. Nem a imprensa escapou. A batalha era contra qualquer um. A minha proteção foi um soldado do choque. Onde ele combatia, eu estava atrás. Me dei bem, pois só fui atingido por uma lata de cerveja, cheia ainda. O Coritiba está na segunda divisão e eu sigo contando a história com as imagens. Obrigado
Franklin de Freitas
Fotos: Franklin de Freitas



























